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QUEIJOS DO BRASIL

Produzidos artesanalmente, eles estão fazendo bonito nas competições nacionais e internacionais

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Nos últimos anos, a Serra da Canastra, no sul de Minas Gerais, virou sinônimo de queijo bom. Trata-se de um título mais do que merecido. Fabricados artesanalmente a partir de leite cru, que não passa por pasteurização, os queijos dos sete municípios da região são reconhecidos como patrimônio cultural imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e têm o título de Indicação Geográfica pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Mas a produção queijeira nacional não se limita à Canastra – em vários pontos do país é possível encontrar verdadeiras iguarias que têm rendido importantes prêmios dentro e fora do Brasil.

Em Minas Gerais, a região de Araxá é terra natal de produtos excelentes, entre eles o queijo mofado Senzala. Produzido pela Fazenda Caxambu, conquistou premiação inédita entre queijeiros brasileiros – foi vencedor, em 2017, na categoria Superouro do Mondial du Fromage et des Produits Laitiers. Na mesma competição, realizada a cada dois anos em Tours, na França, três queijos do Serro voltaram para casa com medalhas de prata. As onze cidades que formam a região, localizada na Serra do Espinhaço, reúne cerca de 750 produtores e vêm despontando como uma das mais criativas dentro da produção queijeira em função das experiências de maturação.

São Paulo não fica atrás. Em diversas microrregiões do estado, queijeiros artesanais chamam atenção para invenções impensáveis anos atrás. No Capril do Bosque, em Joanópolis, são produzidos queijos à base de leite de cabra em versões inusitadas, muitas premiadas – uma delas leva cobertura de cacau e cumaru. A menos de 200 quilômetros dali, a Queijaria Rima tem como especialidade os queijos à base de leite de ovelha. Já na Fazenda Sant’Anna, em Pardinho, as medalhas se acumulam em função dos queijos de leite cru de vaca, maturados em caves subterrâneas por até 15 meses. A produção no estado evoluiu tanto que as pequenas queijarias já criaram um roteiro de turismo rural, o Caminho do Queijo Paulista, do qual participam 10 queijarias abertas à visitação.

Até mesmo a região Norte começa a conquistar um novo status. Em 2018, na quarta edição do Prêmio Queijo Brasil, realizado em novembro, em São Paulo, apenas um entre os 500 competidores voltou para casa com a medalha superouro – a Fazenda São Victor, da Ilha do Marajó, no Pará. Fabricado há séculos à base de leite de búfalas, o queijo do Marajó sempre foi um dos produtos mais famosos da ilha, mas nunca havia se destacado em competições de tamanha importância.

Aventura com sabor

Que tal unir gastronomia e viagem? As expedições gastronômicas pelo país ganham cada vez mais adeptos. A “Rota dos queijos e do azeite” em Alagoa, Minas Gerais, é um dos roteiros mais populares, mas dá pra alugar um carro e passear por outras fazendas produtoras nas regiões da Serra da Canastra, Araxá, Serro e Campo das Vertentes.

Se São Paulo for seu destino, não perca o “Caminho do Queijo Artesanal Paulista”, um roteiro pelas melhores fazendas produtoras do estado, com opções de queijos de vaca, ovelha, cabra e búfala. Dá até para comer uma sobremesa e provar doces de leite e iogurtes.

Dica BB:Para viajar sem se preocupar é preciso planejamento. Organizar as finanças antes da viagem te ajuda a ter um passeio mais tranquilo, sem surpresas quando a fatura chegar. Quem gosta de se aventurar atrás das melhores iguarias precisa de um cartão de crédito

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